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Um anjo chamado João Carlos

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Era final de 2005 quando estava passeando pelos Fotologs da vida e encontrei o de um menino do Sul. A primeira coisa que fiz quando encontrei seu Fotolog foi mostrar para minha melhor amiga na época, Bianca, e dizer o quanto tinha achado ele bonitinho e que a gente ia se casar. Bianca concordou comigo, e disse pra eu ir falar com ele. Assim o fiz.

O nome dele era João Carlos Barcellos, que atendia pelo nick /barcejcos. Comentei em uma de suas fotos, ele retribuiu e começamos a conversar. Ele morava na cidade de Santa Maria/RS, nunca tinha ouvido falar e conversamos sobre a cidade. Nossa amizade foi crescendo, e então eu disse que achava ele bonitinho e que íamos casar. Como sempre gostei do Sul, disse que ia me mudar pra lá e morar com ele. Ele riu e concordou que íamos casar um dia. Conversávamos pelo MSN, por webcam, fazíamos piadas, coisas de adolescentes que éramos na época.

Em janeiro de 2006 viajei para Florianópolis e passei algumas fotos pra ele postar no meu Fotolog enquanto estivesse fora, porque Fotolog era um vício que tínhamos que alimentar. Até que ele ficou sem fotos e publicou uma dele, que tenho nos registros em minha página com o maior carinho desde quando nos conhecemos.

Não lembro como, nem exatamente quando e nem o porquê, mas nos afastamos um tempo depois, mas nos mantínhamos em todas as redes sociais, telefones na agenda do celular e trocávamos mensagens esporadicamente. Ele nunca se esqueceu de um aniversário meu, nem deixou de desejar um feliz Natal e um feliz ano novo desde 2005, tanto que nossa última mensagem é do ano novo.

Aí no domingo em torno de 13h acordei depois de um sonho muito estranho envolvendo fogo, pessoas correndo e acordei assustada. Foi então que fiquei sabendo da tragédia na boate. A primeira coisa que pensei foi "nossa, na cidade do João! Vou mandar uma mensagem para ver como estão as coisas". Até o momento não tinha passado pela minha cabeça a possibilidade de ele estar no meio daquilo tudo. Depois de uns minutos lembrei que ele trabalhava em uma boate, e vivia me mandando convites das festas mesmo sabendo que eu não ia poder ir por causa da distância. Foi quanto entrei em seu perfil e vi "João Carlos Barcellos. Trabalha em: Boate Kiss" e meu coração foi pra boca. Desci o scroll do meu telefone e vi várias pessoas mandando mensagens de despedida, quando meu corpo todo gelou. Liguei para ele e só dava caixa postal, não tinha lista de nomes liberada e eu sofria com a ausência de notícias.

Fiquei o dia inteiro dando F5 na página dele, entrando em contato com amigos dele de Santa Maria, com familiares e ninguém me respondia. Provavelmente todos estavam tão confusos e surpresos quanto eu com a possibilidade de termos perdido o João. No fim do domingo recebi a confirmação da triste notícia de que ele tinha sido uma das 231 vítimas fatais dessa tragédia, dessa desgraça, que comoveu todo o mundo. Foi um dos dias em que mais chorei na minha vida.

A gente sempre vê essas tragédias acontecendo: tiroteio na escola, prédio que desaba, explosão em prédios, mas nunca imaginamos que ali no meio possa estar alguém que conhecemos, alguém que gostamos, alguém que amamos, um amigo, um irmão, um familiar, um filho. Tudo sempre acontece com os outros. Ter um amigo que perdi em uma tragédia dessas me fez sentir na pele o que muitos sentiram quando mortes de pessoas queridas foram parar na mídia, e o espetáculo que fazem desse assunto. A GENTE NÃO CONSEGUE PARAR DE LEMBRAR A CADA SEGUNDO. Dói demais.

E eu fiquei pensando em todas as viagens que programei fazer para Santa Maria e não fiz, das vezes que falávamos coisas bonitas que nunca dissemos um ao outro pessoalmente. Foram tantas coisas que não disse, tantos gestos que não fiz. Como eu me arrependo. Ninguém imagina o tamanho da minha dor, do sentimento de impotência. Temos que aceitar e ponto, conviver com sua ausência. 

Aos que continuam nessa Terra, um conselho de um coração ferido e de uma mente transtornada e emocionada: não percam nenhuma chance que vocês tiverem de estarem com seus amigos, com as pessoas que você ama. Não deixem que o orgulho afaste você daqueles por quem vocês sentem algo tão puro quanto o amor. Não deixem mesmo para amanhã aquilo que se pode fazer hoje: uma ligação, uma mensagem, uma visita surpresa, qualquer demonstração de afeto. O João saiu para trabalhar como sempre fazia, e o amanhã não chegou para que eu pudesse mandar qualquer demonstração do quanto ele é querido, do quanto eu queria ter ido a Santa Maria dez mil vezes desde que nos conhecemos e do quanto eu gostaria que ele estivesse aqui ainda. Não deixem suas chances passarem porque o amanhã pode, simplesmente, não chegar.

Surpreender faz bem

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

 Quem me conhece sabe que desde Malhação eu tinha um certo preconceito em relação a Fernanda Vasconcellos. Sempre a achei linda, mas péssima atriz. Talvez pelos pulinhos que ela dá em cenas de discussão, ou pelo sotaque carregadíssimo que ela tem.

Para eu não assistir uma novela bastava ter Fernanda Vasconcellos no elenco, mas A Vida da Gente veio pra mudar isso. Não tinha a menor fé nessa novela, e assisti só pra dizer que criticava sem nunca ter assistido. Foi a melhor coisa que eu fiz esse ano. 

A Fernanda Vasconcellos tem um carisma só dela, e não dá pra não gostar dela. Só tinha preconceito contra ela como atriz. Aí eu ligo a TV e me deparo com uma Fernanda ainda com um sotaque carregado, mas muito mais madura profissionalmente. As cenas de briga com a mãe (Ana Beatriz Nogueira também está um ESCÂNDALO nessa novela), a cena de renúncia pela filha Júlia, o acidente, ela durante o coma... e principalmente depois do coma.

Como não se surpreender com uma atuação tão perfeita da Fernanda na fase de recuperação da Ana? Até quem não gosta dela se emocionou, tenho certeza. Outros atores que também estão dando tudo de si nessa novela, e o resultado é no sucesso e na emoção que passam pra gente são Rafael Cardoso e Marjorie Estiano. Agora, depois de um tempo de novela, vejo como tudo faz sentido em tudo!

A música de abertura é sobre o tempo que passa, as fotos mostrando a passagem na vida dos protagonistas até ficarem adultos e a maior lição dessa novela: o tempo passa e a gente precisa acompanhar seus passos. A Vida da Gente é uma das novelas mais profundas que já passou e que assisti, pois fala de situações que acontecem de verdade, é muito realista. Stefany Brito também está de parabéns em sua volta a TV.

Quem não assistiu A Vida da Gente não sabe o que está perdendo.

Obrigada, Fernanda Vasconcellos, por provar que você merecia essa chance. Agora só falta a fono.

10/12 é dia de sangue, bebê!


Pessoal, no dia 10, sábado da próxima semana, vai rolar a campanha nacional de doação de sangue. Você pode ir ao hemocentro da sua cidade e doar. A campanha tá sendo coordenada pela Veia Social, uma ideia que surgiu na internet para unir pedidos de doações  e também de depoimentos das pessoas que precisaram de algum tipo de ajuda e estão aqui para contarem suas histórias.

Aqui no Rio de Janeiro a campanha será realizada a partir das 8h no Hemorio (Rua Frei Caneca, 8).

Algumas coisas que vc precisa lembrar:

- Se você não puder doar sangue, leve amigos! Compartilhe o evento!
- Se você for usuário de THC, fique sem usar por 12h!
- Se você for maior de 16, leve uma cópia do seu RG, seu RG origiginal e um formulário de autorização assinado pelo seu responsável (http://doe.vc/6ut)
- Você pode sair pra beber sua cervejinha e zoar na sexta! É só fazer intervalo de 4 horas sem álcool antes da doação.
- Se você tiver contato com jornalistas, nos ajudem a divulgar o evento! :)
- Homossexualismo não é mais fator de exclusão para a doação de sangue: Basta ter parceiro fixo e fazer sexo seguro, com uso de preservativos.

Para saber os pré-requisitos de doação de sangue, clique no link: http://doe.vc/5r1

Aproveite que você está no hemocentro e seja também um doador de medula óssea, saiba os requisitos aqui: http://doe.vc/6s9

Confirme sua presença no evento do Facebook e doe! Ajudar o próximo é importantíssimo pois o próximo pode ser você (by Gustavo Carvalho).

O duelo entre Ruth e Raquel

domingo, 13 de novembro de 2011

Olá, pessoas.

Estou aqui tirando as teias desse blog para falar de um assunto que vem me incomodando há alguns anos, afinal os bonzinhos só se dão mal ou é lenda?

Sempre fui MUITO boazinha, compreensiva (embora muito ciumenta), sempre ajudei um amigo, já deixei de pensar no que era melhor pra mim pelo que era melhor para outra pessoa, já pisei em cima do meu orgulho para voltar às boas com pessoas que achava que era especiais para mim e não queria perdê-las... Sempre me doei demais em tudo o que me propus, seja na relação interpessoal e na profissional. Agora vou lhes dizer o que acontece quando a gente é muito legal: as pessoas abusam. Mas fiquem tranquilos que eu vou explicar melhor.

Eu tinha um grande amigo que eu amava. A gente se conheceu em 2008, mas só nos vimos pessoalmente no dia 1 de janeiro de 2009. Sempre falamos que todo ano novo era uma "reafirmação" da nossa amizade. Éramos cúmplices, muito próximos, fazíamos quase tudo juntos (até ir ao banheiro e tomar banho, se deixar), confessávamos todos os nossos medos, sucessos e fracassos até ele terminar um namoro de 1 ano e alguns meses. Por eu ter acompanhado esse namoro de perto, também fiquei muito próxima ao Antônio* (sim, meu amigo é gay), e por isso ele pensou que falar mal do ex para mim não era certo e se afastou de mim por um tempo. 

Nesse tempo eu tentei chamá-lo pra sair para que não perdermos o contato, e ele nunca podia. Ele sempre vivia muito ocupado com as noitadas dele com outros amigos para sair e conversar comigo. Foi me deixando de lado e eu achando que era uma simples fase e ia passar. Ligava, mandava mensagens.... E ele nada.

Alguns meses depois ele começou a sair com outra pessoa de quem eu gostava muito, mas não deram certo. Aí ele conheceu o Cláudio* e eles começaram a namorar tão rápido que quando soube os dois estavam completando quase dois meses de namoro. A nossa amizade já tinha ficado balançada depois do término do namoro com o Antônio mas não ao ponto de não nos falarmos mais. O Cláudio ocupava todo o tempo do meu amigo. Todo tempo MESMO, daquele que ele não podia ir tomar sorvete comigo que ele queria ir junto. Sem contar que ele morre de ciúmes de mim - já disse que meu amigo é GAY? Aí meu amigo e eu fomos nos afastando, nos afastando até que chegou o ponto máximo para eu assumir que essa amizade foi uma fase e que não era pra vida inteira. 

No dia do meu aniversário ele não me ligou. Não mandou mensagem no Facebook, nem no Twitter, nem SMS. N-A-D-A. Ele simplesmente esqueceu. E no dia da comemoração do meu aniversário ele não foi porque o Cláudio passou mal e, tadinho, não podia ficar umas duas horas sozinho pois ia morrer de tão mal que ele estava. Pra vocês verem como ele estava em estado terminal, no dia seguinte pela manhã eles saíram pra praia. x)

Outro relato que tenho a dizer é um pouco mais recente. Tinha um amigo que conheci de repente, na época ele namorava uma menina daqui do Rio e ele tinha acabado de se mudar. Nunca trocamos mais que alguns replies e DMs sobre coisas corriqueiras, até que descobrimos nosso gosto pelo teatro e pelo cinema e começamos a sair juntos - como amigos. Que fique bem claro que nunca passou disso. Fomos nos aproximando, ficando mais íntimos e era sempre eu quem chamava no Gtalk ou Facebook (ele não usava muito o MSN), e ele começou a acar que por sermos amigos ele deveria compartilhar comigo momentos íntimos dele com as meninas que ele ficava - quando ele a menina do Rio terminaram o namoro, deu aloka nele e cada semana tinha uma "namorada" diferente. 

O que me incomodava - e eu cansei de repetir isso - era que eu sou mulher, e não amigo de bar ou amigo homem dele. Algumas coisas eram muita informação para mim, como "você não acha que a fulana é a mais gostosa de todas que eu pego?". Por muitas vezes eu disse que isso me aborrecia e ele parecia ignorar, e continuava falando. Eu passei a ignorar quando ele dizia essas coisas e fui um tanto mais feliz assim. Até que ele começou a namorar uma menina que não é do Rio - mesmo agora ele morando por aqui -  e passou a me comparar com ela. "A Thais* é mais bonita que você", "gosto mais da Thais* que de você", e coisas afins. Nota-se que nessa época eu já andava de saco cheio das coisas que ele cansava de falar e eu já estava exausta de dizer que me incomodava e fiquei no piloto automático: tudo que ele falava eu ignorava.

Até que um belo dia ele disse que não podia ir numa social comigo porque a Thais* não ia gostar, como se só fôssemos estar nós dois lá. Disse que era bobagem e que iam ter outras pessoas, e mesmo assim ele insistiu que não ia e eu apenas disse "Tá bem, Guilherme*". E ele interpretou esse "Tá bem" como grosseria, me bloqueou de tudo e outro dia me mandou uma mensagem dizendo "Aprendeu a falar direito comigo?". Confesso que minha vontade foi dizer "Claro. Vai tomar no cu é bem mais direito", mas fiz o que andei fazendo nos últimos tempos: ignorei.

E por que estou dizendo tudo isso: pode-se dizer que demorei mas aprendi muita coisa. A gente vive com medo de ficar sozinho que aceita tanta migalha só pra ter alguém do nosso lado. O que aprendi é que eu valho muito mais do que essas pessoas podem me oferecer, e preciso ao meu lado de pessoas que me façam sentir amada, feliz, e principalmente: EM PAZ. Claro que de vez em quando vão rolar alguns estresses pois ninguém é perfeito, mas como diria Ayrton Senna: "A verdade é que todo mundo vai te machucar, voce só tem que escolher por quem vale a pena sofrer".

Tive minha cota de ser Ruth por um bom tempo, mas como tudo na vida muda  - até a surda-muda - nunca é tarde pra aprender a ser Raquel. Não digo literalmente, de enganar, roubar e trair, mas de dar às pessoas aquilo que você recebe delas e não se doar por inteiro por quem não mereça. Com isso concluo que não precisamos escolher qual das duas personagens pareceria melhor com a gente, mas carregar um pouco das duas. Ruth e Raquel são opostos que se completam. Junte as qualidades das duas e aprenda: não seja bom demais, nem ruim demais. Seja os dois na medida certa.

* Os nomes não são verdadeiros por motivos óbvios.

O dia do mestre

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

No dia 15 de outubro é comemorado o dia do mestre. Resolvi tirar esse dia para falar sobre alguns dos mestres que tive na vida, e que são presentes até hoje seja fisicamente, ou em minhas lembranças.

Minhas primeiras memórias começam no jardim de infância, onde tive aula com a professora Márcia Lúcio. O que mais me recordo é que era muito emburrada, brigona e marrenta - juro que não sou mais! - e cheguei a brigar com um menino da minha turma nessa época, além de morder a bochecha de uma colega. A tia Márcia sempre estava por perto... hoje em dia eu penso em quantas dores de cabeça ela deve ter tido por minha causa, mas eu juro que não era de propósito.

No C.A. e na primeira série fui aluna da tia Elaine. Oh, tia Elaine! Dia desses conheci um menino que disse "fui aluno de uma professora bem doidinha na primeira série... Ela vivia tocando pandeiro e pedindo um marido pra Santo Antônio", eu já sabia que era ela. Tia Elaine é uma daquelas professoras mãezonas, sabe?! Querida por todos os seus alunos, sejam os da minha época ou os mais novos, o que importa é que são poucos os professores que temos na infância que lembramos. Tenho sorte de lembrar de muitos momentos com minhas primeiras mestras.

Na oitava série que começou o desespero: fui apresentada a física e química. E a professora não dava mole, não! Ela pegava no pé, passava milhares de exercícios por aula e eu acho que era por ela ser tão exigente que eu me esforçava o triplo pra não decepcioná-la. Meu primeiro contato com uma mestra que era considerada o terror por toda a classe, mas eu admirava demais. Tá aí o recado, Cristina!

Todas essas mestras eu tive no colégio onde cursei até a oitava série. No segundo grau (ainda se chama assim?!) eu mudei de escola, fiz amigos pra vida inteira e conheci professores que me marcaram. Seja o Marotta com sua corridinha e seus bailes da química orgânica, ou o Luis Sérgio e seu curso técnico de turismo que me fazia ir feliz às 7:30h todo sábado pra Cascadura, ou pelo meu saudoso Delmo. Ah, o Delmo! 

Quem me conheceu nessa época sabe muito bem quem é o Delmo. Acho que tenho algum problema muito pessoal de amor com professores de matérias que eu não gosto. O Delmo era professor de física e dessa vez todos os alunos o amavam. Não tinha como ser o contrário! O Delmo era alegre, divertido, suas aulas voavam (mesmo sendo física e eu sem entender nada), e todo mundo ia pra escola às quartas-feiras sem reclamar porque tinha aula dele.

Até hoje lembro do dia em que ele trouxe as nossas provas em dois bolinhos presos por elástico. Ele os tirou e deu um pra mim, e um pra minha amiga e eu guardo aquele elástico até hoje. O Delmo era o professor mais querido da escola, em especial por mim e todos os outros alunos e professores sabiam disso. No terceiro ano ele não pôde mais dar aulas devido a um problema de coração. Ele vivia indo pra hospitais pra se tratar e não dava mais pra lecionar.

Então no final do ano, eu fiz uma placa de homenagem ao mestre com uma mensagem que eu mesma escrevi, achei o filho dele no Orkut e combinei de ir a casa deles entregar. Foi a última vez que vi o Delmo - e isso me emociona de uma forma... Pouco tempo depois ele faleceu. Um amigo me ligou pra me contar e eu fiquei desesperada. Como assim o meu herói tinha morrido???? Isso não fazia sentido na minha cabeça.. até eu entender que tinha sido o melhor pra ele levou um tempo. Eu sei que o Delmo sabe que era amado por todos os seus alunos, e que onde quer que ele esteja verá que é sempre lembrado por nós.

Depois da escola veio a faculdade. Nunca tive tanto professor na minha vida! Quatro anos, mil matérias, mil professores... mas três em especial levarei sempre no coração. O Tony Queiroga de quem eu sentia uma certa raiva na primeira matéria que tive com ele (fotografia) por achá-lo muito exigente e por sempre perguntar as coisas pra mim. Depois que tive minha segunda disciplina com ele (fotografia publicitária) vi que ele não era tão mau assim, e passei a gostar mais dele. Porém quando ele mudou a minha vida com a aula de introdução ao audiovisual (aprendi o nome, professor!) é que eu vi o quanto sua sabedoria era importante pra minha formação. Se hoje eu sou tão apegada ao cinema a culpa é toda dele.

E como não amar Vera Zunino? Ela tem um jeitinho tão meigo que conquista todo mundo, mas eu que sei o quanto ela pode pegar no pé se você se enrolar com a monografia. Professora dedicada, que faz o que pode para que seus alunos aprendam mais. Sempre gostei dos trabalhos que ela passava para apresentarmos. Devo confessar que eu gosto do nervosismo de ir até a frente da turma e mostrar pra todo mundo que eu domino o tema, que estudei o suficiente pra isso. E a Vera proporcionava isso em todas as disciplinas que estudei com ela.

Também tem outro culpado pela minha escolha profissional. Já no quinto período - se não me engano - tive minha primeira aula de marketing digital, por mais que eu tivesse alguma experiência na área foi nessa aula que aprendi temas mais aprofundados e criei um blog de entretenimento. Depois que descobri que falar sobre entretenimento e cultura me fazia tão bem, resolvi culpar o Renato Giannini por eu ter determinado a mim mesma que era nesse área que eu quero trabalhar. Na minha formatura fiz questão de homenageá-lo, pois pra mim o Renato é mais que um ótimo professor, é um grande amigo. 

Espero que vocês possam ter em suas lembranças mestres tão memoráveis quanto eu tenho. Professores ensinam muito mais do que está dentro de uma sala de aula, eles te mostram as escolhas que você pode tomar na vida e eu aprendi muito com cada um deles, até com os que não mencionei.

A você, professor, um feliz dia do mestre. Obrigada.